Desde que o Samba é Samba
Caetano VelosoComposição: Caetano Veloso
A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor
O grande poder transformador.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Meditação
Meditação (com Caetano Veloso)
Roberto Carlos
Quem acreditou
No amor
No sorriso
Na flor
Então sonhou
Sonhou
E perdeu a paz
O amor
O sorriso
E a flor
Se transformam
Depressa demais
Quem no coração
Abrigou
A tristeza de ver
Tudo isto
Se perder
E na solidão
Procurou
Um caminho
E seguiu
Já descrente
De um dia feliz
Quem chorou
Chorou
E tanto
Que seu pranto
Já secou
Quem
Depois voltou
Ao amor
Ao sorriso
E a flor
Então
Tudo encontrou
Pois a própria dor
Revelou
O caminho do amor
.E a tristeza acabou
Roberto Carlos
Quem acreditou
No amor
No sorriso
Na flor
Então sonhou
Sonhou
E perdeu a paz
O amor
O sorriso
E a flor
Se transformam
Depressa demais
Quem no coração
Abrigou
A tristeza de ver
Tudo isto
Se perder
E na solidão
Procurou
Um caminho
E seguiu
Já descrente
De um dia feliz
Quem chorou
Chorou
E tanto
Que seu pranto
Já secou
Quem
Depois voltou
Ao amor
Ao sorriso
E a flor
Então
Tudo encontrou
Pois a própria dor
Revelou
O caminho do amor
.E a tristeza acabou
Caetano Veloso
Haiti
Caetano VelosoComposição: Caetano Veloso e Gilberto Gil
Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui.
Caetano VelosoComposição: Caetano Veloso e Gilberto Gil
Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui.
Imorais
Imorais
Zélia DuncanComposição: Christiaan Oyens e Zélia Duncan
Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais se chocam por nós
Por nosso brilho
Nosso estilo
Nossos lençóis
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz!
Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais
sorriram pra nós
Fingiram trégua
Fizeram média
Venderam paz
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz!
Zélia DuncanComposição: Christiaan Oyens e Zélia Duncan
Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais se chocam por nós
Por nosso brilho
Nosso estilo
Nossos lençóis
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz!
Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais
sorriram pra nós
Fingiram trégua
Fizeram média
Venderam paz
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz!
Me revelar
Me Revelar
Zélia DuncanComposição: C. Oyens e Zelia Duncan
Tudo aqui!
Quer me revelar
Minha letra
Minha roupa
Meu paladar
O que eu não digo
O que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar
Quando amanheço
Quando me esqueço
Quando morro de medo do mar...
Tudo aqui!
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar...
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar...
Tudo em mim!
Quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar
O que me preocupa
O que me ajuda
O que eu escolho prá amar
Quando amanheço
Quando me esqueço
Quando morro de medo do mar
!...
Tudo aqui!Quer me revelarUnhas roídasAusências, visitasCores na sala de estar...(2x)
O que eu procuroO que eu rejeitoO que eu nunca vou recusarTudo em mim quer me revelarAh! Ah! Ah! Ah!Tudo em mim!
Zélia DuncanComposição: C. Oyens e Zelia Duncan
Tudo aqui!
Quer me revelar
Minha letra
Minha roupa
Meu paladar
O que eu não digo
O que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar
Quando amanheço
Quando me esqueço
Quando morro de medo do mar...
Tudo aqui!
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar...
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar...
Tudo em mim!
Quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar
O que me preocupa
O que me ajuda
O que eu escolho prá amar
Quando amanheço
Quando me esqueço
Quando morro de medo do mar
!...
Tudo aqui!Quer me revelarUnhas roídasAusências, visitasCores na sala de estar...(2x)
O que eu procuroO que eu rejeitoO que eu nunca vou recusarTudo em mim quer me revelarAh! Ah! Ah! Ah!Tudo em mim!
Sentidos
Sentidos
Zélia DuncanComposição: (christian Oyens/zélia Duncan)
Não quero seu sorriso
Quero sua boca
No meu rosto
Sorrindo pra mim
Não quero seus olhares
Quero seus cílios
Nos meus olhos
Piscando pra mim
Transfere pro meu corpo
Seus sentidos
Pra eu sentir
A sua dor, os seus gemidos
E entender porque
Quero você !
Não quero seu suor
Quero seus poros
Na minha pele
Explodindo de calor.
Zélia DuncanComposição: (christian Oyens/zélia Duncan)
Não quero seu sorriso
Quero sua boca
No meu rosto
Sorrindo pra mim
Não quero seus olhares
Quero seus cílios
Nos meus olhos
Piscando pra mim
Transfere pro meu corpo
Seus sentidos
Pra eu sentir
A sua dor, os seus gemidos
E entender porque
Quero você !
Não quero seu suor
Quero seus poros
Na minha pele
Explodindo de calor.
Diferença

Liberdade concedida não me interessa
E eu não tenho pressa pra conferir
Nessa altura do campeonato
Não vou mais sair no braço
pra ninguém me engolir
Quem perde é quem prega
Quem precisaé quem nega
O desconhecidoexceção à regra que confunde e cega os pobres donos do mundo
A diferença
Tá na crença
De quem pensa que pensa
E apenas alimenta
Meias verdades
Meias atitudes
Meias bondades
Nada disso me interessae eu não tenho pressa pra conferir.
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